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Aqui o artigo desta semana para o Cruzeiro do Sul:
O Memorial de Sighet
Vi na net a entrevista com o Cabo Anselmo, exibida ao vivo na Bandeirantes no 30 ou 31 de agosto, se não me engano. Esta é a quinta parte, no site estão as 5 partes da entrevista disponíveis. Tive a melhor aula de história moderna do Brasil. Esta entrevista é essencial para entender o Brasil, principalmente pra todos nós que tivemos na maioria das vezes só uma fonte de informação e vivemos achando que a internet, pelo simples fato de existir, é a coisa mais democrática que possa ter existido na face da Terra.
Só mesmo anestesiados e governados por anistiados (com o perdão da pobre prosa poética) os brasileiros acham que o Brasil assiste a todos os trâmites políticos, econômicos e militares do mundo e da América Latina como se não pertencesse ao mesmo planeta.
Eu estou metade de ferias, metade trabalhando. Com musica e sempre assim (estou sem tempo pra conseguir achar o acento agudo no teclado romeno que estou digitando, por favor me desculpem…)
Hoje fui conferir meu artigo no Cruzeiro pra deixar o link aqui no blog. No Mais Cruzeiro li a reportagem sobre o maravilhoso Paquito D`Rivera, que toca hoje em Sao Paulo (fiquei sabendo disso por meu irmao que contou que vai ao show).
No Jornal Cruzeiro do Sul escreverei sobre o Leste Europeu nas proximas semanas e nao existe possibilidade (se quiser ser historicamente honesto) de nao falar sobre o Comunismo e os males que ele causou ao povo daqui, em especial ao povo romeno, de quem tenho ouvido historias e visitado alguns museus que relembram o periodo ditatorial de quase 50 anos.
Aqui esta um dos mais sensatos depoimentos de um artista latino sobre o comunismo e o cenario atual da politica americana (incluindo a sulamericana). A materia completa esta no Cruzeiro do Sul. Diz Paquito D`Rivera:
“Não acredito na abertura cubana. Acho que é um erro negociar com uma ditadura. Há centenas de pessoas nas cadeias, foram 50 anos de direitos violados. Não se deve ser simpático com uma ditadura. Isso inclui o governo brasileiro, que é muito amigo daquele regime. Você viu a história recente de um cubano chamado Panfilo? Procure no YouTube. Um alcoólatra que entrou na frente de uma câmera, bêbado, para se queixar de que os cubanos estavam com fome. Bom, ele foi condenado a 2 anos de cadeia só por dizer ao mundo que os cubanos têm fome”, lamentou.(AE)
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Estarei um pouco ausente nos próximos dias, em viagem a Áustria, Hungria e finalmente Romênia, onde faremos 3 concertos com o Coral SATB, de Sta. Birgitta.
Neste tempo estou escrevendo o porquê de falar efusivamente sobre religião aqui no blog, ou pelo menos criticar alguns artigos publicados na imprensa de maneira leviana. Já comecei aqui a escrever e obviamente não será um post curto, blogueiros de plantão favor reservarem alguns minutos a mais. Em todo o caso até amanhã vou tentar dar uma passada. Não deixem de ler os artigos no Jornal Cruzeiro do Sul todas as terças.
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Na última coluna do Cruzeiro do Sul falei que é uma boa ler os clássicos da literatura antes de ir a Flip em Paraty. Hoje mesmo minha amiga Marilu Oliveira mandou um mail me lembrando do site Domínio Público, onde poderá encontrar clássicos da literatura que já caíram em domínio público (ou autorizados pelos autores) e podem ser baixados gratuitamente. Vale a pena conferir podendo acessar também outros tipos de arquivo em áudio e vídeo. Assim dá tempo de ler bastante coisa antes de ir passear am Paraty no ano que vem.
Cantamos a Missa Sancti Nicolai, de Haydn na Igreja St. Birgitta mas infelizmente não gravamos o áudio. Aqui uma foto do concerto e um link para ouvirem a Missa completa.

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Há anos venho tentando chamar a atenção das nossas elites empresariais, políticas e militares para o fenômeno da degradação cultural brasileira, mas não creio que até agora tenha conseguido fazê-las enxergar a real dimensão do problema – até porque as elites mesmas são as primeiras vítimas dele e não há nada mais difícil do que fazer alguém tomar consciência da sua inconsciência progressiva. É como tentar parar uma queda em pleno ar.
Desde logo, a palavra “cultura” já evoca, na mente desse público, a idéia errada. “Cultura”, no Brasil, significa antes de tudo “artes e espetáculos” – e as artes e espetáculos, por sua vez, se resumem a três funções: dar um bocado de dinheiro aos que as produzem, divertir o povão e servir de caixa de ressonância para a propaganda política.
Que a cultura devesse também tornar as pessoas mais inteligentes, mais sérias, mais adultas, mais responsáveis por suas ações e palavras, é uma expectativa que já desapareceu da consciência nacional faz muito tempo. Se o artista cumpre as três funções acima, nada mais lhe é exigido nem mesmo para lhe garantir o rótulo de gênio. Foi preciso, no festival de Paraty, uma escritora irlandesa (Edna O’Brien) vir avisar aos brasileiros que Chico Buarque de Holanda não faz parte da literatura. Por si mesmos, eles jamais teriam percebido isso. Nos cursos universitários de letras, produzem-se milhares de teses sobre Caetano Veloso e o próprio Chico, enquanto escritores de primeira ordem e já consagrados pelo tempo, como Rosário Fusco, Osman Lins ou José Geraldo Vieira, são ignorados já não digo só pelos estudantes, mas pelos professores. Até a Academia Brasileira, nominalmente incumbida de manter alto o padrão das letras nacionais, de há muito já não sabe distinguir entre o que é um escritor e o que não é. A hipótese de que o sejam os srs. Luís Fernando Veríssimo, Paulo Coelho e Marco Maciel jamais passaria pela cabeça de alguém habilitado, digamos, a compreender razoavelmente um poema de Eliot ou a perceber a diferença de fôlego entre Claudel e Valéry, isto é, de alguém que tenha ao menos uma idéia aproximada do que é literatura.
A alta cultura simplesmente desapareceu do Brasil – desapareceu tão completamente que já ninguém dá pela sua falta.
Como posso fazer ver a gravidade disso a pessoas que, não pertencendo elas próprias ao círculo das letras e das artes, recebem dele, prontos, os critérios de julgamento em matéria de cultura e, ao segui-los, acreditam estar em dia com os mais elevados padrões internacionais? Como posso mostrar ao político, ao empresário, ao oficial das Forças Armadas, que cada um deles está sendo ludibriado por usurpadores subintelectuais e encaixilhado numa moldura mental incapacitante?
Um exemplo talvez ajude. Não conheço um só membro das nossas elites que não tenha opiniões sobre a política norte-americana. A base dessas opiniões é o que lêem nos jornais e vêem na TV. Acontece que o instrumento básico do debate político nos EUA é o livro, não o artigo de jornal, o comentário televisivo ou a entrevista de rádio. Não há aqui uma só idéia ou proposta política que, antes de chegar aos meios de comunicação de massas, não tenha se formalizado em livro, demarcando as fronteiras do debate que, nessas condições, é sempre pertinente e claro. Também não há um só desses livros que, em prazo breve, não seja respondido por outros livros, condensando e ao mesmo tempo aprofundando a discussão em vez de limitá-la às reações superficiais do primeiro momento.
Ora, esses livros praticamente nunca são traduzidos ou lidos no Brasil. Se alguém os lê, deve mantê-los em segredo, pois nunca os vejo mencionados na nossa mídia, seja pelos comentaristas usuais ou pelos acadêmicos iluminados que os chefes de redação tomam como seus gurus. Resultado: a elite que confia nos canais jornalísticos como sua fonte básica de informação acaba sendo sistematicamente enganada. Não só forma opiniões erradas sobre o quadro internacional, mas, com base nelas, diagnostica erradamente a situação local e toma decisões estratégicas desastrosas, que só a enfraquecem e a tornam dia a dia mais sujeita aos caprichos da quadrilha governante.
Só para tornar o exemplo ainda mais nítido: quem quer que tenha lido, além das autobiografias de Barack Obama, as investigações sobre sua vida pregressa feitas por Jerome Corsi, Brad O’Leary e Webster Griffin Tarpley (anti-obamistas por motivos heterogêneos e incompatíveis), sabia de antemão que, se eleito, ele usaria o prestígio da própria nação americana para dar respaldo ao anti-americanismo radical dentro e fora dos EUA; que, no Oriente Médio, isso significaria sonegar apoio a Israel e aceitar pacificamente o Irã como potência nuclear; na América Latina, elevar Hugo Chávez, as Farc e o Foro de São Paulo ao estatuto de árbitros supremos da política continental. Como no Brasil ninguém leu nada disso, o que se impregnou na mente do público foi a visão de Obama como um progressista moderado, algo como um novo John F. Kennedy ou Martin Luther King. Nos EUA, com a ajuda da grande mídia cúmplice, Obama enganou metade do eleitorado. No Brasil, enganou a opinião pública inteira. Agora, só resta aos ludibriados atenuar retroativamente o vexame do engano mediante um novo engano, persuadindo-se de que, se até o governo americano apóia Hugo Chávez, é porque ele não é tão perigoso quanto parecia…
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Tive um ótimo concerto ontem em Munique, com ótimo público e música bem tocada. Coloco as fotos em breve, ficaram numa outra máquina que não a minha. Por escrever toda semana para o Brasil, no Jornal Cruzeiro do Sul, tenho sempre no mínimo uma razão para me manter informado sobre meu país. Não incluindo aí as notícias da minha família e amigos que são o essencial.
Há um articulista na Folha de São Paulo chamado Hélio Schwartsman e este senhor é um inconsequente, pra tentar ser generoso. Infelizmente um sujeito como este deve ganhar um bom dinheiro pra escrever feito um adolescente em um dos maiores jornais do Brasil, pelo menos na tiragem.
Me sinto, como cristão católico que sou, na obrigação de escrever sobre uma fraude e tentar explicar algo que será facilmente compreensível se cada um de nós tivermos o mínimo de inteligência e capacidade lógica. Não escrevo pra defender minha fé. Minha vida, pra quem tiver tempo pra perder e quiser saber dela, já diz sobre minha fé. Escrevo pra defender a verdade ao menos histórica, que é onde me atenho a discutir com sujeitos como Hélio Schwartsman ou Richard Dawikins que se metem a dizer que religião é só pra dar prazer e não sabem distinguir um puteiro de uma Igreja ou um bacanal do Zé Celso com o Caetano Veloso com a Santa Missa. Deus é quem perdoa.
Ele é bacharel em filosofia e botou na cabeça que tem o direito mentir ou acreditar nas coisas sem pesquisar, sem estudar. O sujeito resolve escrever sobre religião baseado em conversas de churrasco e literatura do Richard Dawkins (aquele biólogo de camisa florida que veio falar na Flip).
Aqui o que escreve (infelizmente tenho que reproduzir aqui suas palavras) em um artigo entitulado “Esquecendo Deus”
A forma como encaramos Deus é, felizmente, mutável. Ishtar, Afrodite, Mitra, Wotan e vários outros panteões foram esquecidos. O próprio Iahweh do Antigo Testamento se tornou, de algum modo, menos raivoso: a grande maioria dos judeus e dos cristãos já não apedrejam aqueles que levam Seu santo nome em vão. É um progresso. E, já que todos os sinais são de que a religião não desaparecerá tão cedo, resta esperar que ela continue se modificando para assumir formas menos destrutivas. Não creio que isso ocorrerá no horizonte de nossas vidas, mas quem sabe no dos netos dos netos de nossos netos.
O primeiro erro do bacharel é que os que apedrejavam, por exemplo, as prostitutas, eram judeus. Jesus Cristo nasceu, viveu, ensinou, trouxe a Verdade. Isso inclui, entre outras coisas, a não apedrejar pecadores (Jo 8, 1 – 11). Ou seja, após a vinda de Cristo ao mundo, muito se tranformou neste planeta que abriga o bacharel Hélio Schwartsman. Para que ele saiba, após a vinda de Cristo passaram a existir “cristãos” e o próprio Cristo diz para que não apedrejem um pecador, mas continua dizendo que o pecado existe e deve ser tratado de outra maneira, pedindo ao pecador que não peque mais.
Talvez por um momento de lucidez, para não incorrer no pecado de citar o nome de Jesus em vão, o bacharel em Filosofia não cita em seu texto pueril que entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento surgiu justamente o Cristo Salvador. E já que o adolescente tardio não reconhece a Divindade e se diz tão respeitoso para com a Ciência, deveria procurar entender melhor ao menos historicamente porque alguém divide quase todo o tempo cronológico do mundo em Antes e Depois de seu nascimento. Será que é tão simples assim “esquecer Deus” como no título de seu artigo? Será que isso é tão insignificante que nenhum chefe global não conseguiria mudar a contagem dos anos para um mundo sem Cristo?
Em outro artigo o Hélinho sugere
extrair a Verdade diretamente nos livros sagrados. Bem, o Deuteronômio 13:7-11 nos manda assassinar qualquer parente que adore outro deus que não Iahweh;
Talvez por falta de assessoria competente omitiu o versículo 6 do capítulo 13 de Deuteronômio que diz:
“Se teu irmão, filho de tua mãe ou teu filho, tua filha, a mulher que repousa no teu seio, ou o amigo a quem amas como a ti mesmo, tentar seduzir-te, dizendo em segredo: Vamos servir a outros deuses – deuses desconhecidos de ti e de teus pais”*
*Filho de tua mãe: entenda-se da mesma mãe que tu, pois a poligamia era ainda praticada.
Extraído da Bíblia Sagrada, Editora Ave Maria (o asterisco e a explicação é da própria edição)
Isso demonstra que a Igreja Católica, o Cristianismo, é fundado em dois mil anos de tradição que englobam também o Antigo Testamento, onde muitas coisas eram praticadas e que o próprio Cristo veio para corrigir ou mesmo modificar ao proferir um dos dois maiores mandamentos (Marcos 12, 28-34)
Amarás o teu próximo como a ti mesmo.